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Capítulo 12 — Humildade: O Tamanho Verdadeiro de Quem Somos

  • há 5 dias
  • 11 min de leitura

Capítulo 12 — Humildade: O Tamanho Verdadeiro de Quem Somos

 

“Humildade não é duvidar de quem sou. É saber quem sou sem precisar acreditar que estou certa sobre tudo. ”

Durante muito tempo, a palavra humildade me pareceu correr o risco de ser mal compreendida.

Talvez porque tenhamos associado a pessoa humilde àquela que fala baixo, não se impõe, não reconhece as próprias qualidades, aceita mais do que deveria ou procura ocupar pouco espaço para não incomodar ninguém.

Hoje não penso assim.

Humildade não é diminuir-se.

Também não é aumentar-se.

É uma tentativa de permanecer no tamanho verdadeiro.

Posso reconhecer minhas capacidades sem acreditar que sou superior.

Posso conhecer minhas limitações sem me considerar inferior.

Posso estar certa sem precisar humilhar quem está errado.

Posso estar errada sem sentir que meu valor diminuiu.

Posso aprender com alguém que sabe menos do que eu em muitas coisas e mais do que eu em alguma.

Posso ensinar sem me colocar acima.

Posso discordar sem desprezar.

Talvez a humildade comece justamente quando já não precisamos escolher entre dois extremos:

ser maior ou ser menor.

Podemos simplesmente ser.

Eu sei fazer algumas coisas

Há coisas que sei fazer.

Demorei muitos anos para aprender algumas delas.

A fotografia foi uma escola.

O comércio, outra.

Aprendi a observar pessoas, administrar, criar, organizar, fazer contas, negociar, planejar, liderar, resolver problemas e tomar decisões.

Construí experiência.

E experiência tem valor.

Dizer isso não me torna arrogante.

Durante muito tempo, especialmente para as mulheres, reconhecer uma capacidade própria podia soar como falta de modéstia.

Era mais elegante responder:

— Imagina...

— Não é tudo isso...

— Foi sorte...

Hoje penso diferente.

Se alguém trabalhou durante anos para desenvolver uma habilidade, não precisa fingir que ela caiu do céu.

Posso dizer:

Eu sou boa nisso.

E continuar humilde.

Porque humildade não exige que eu negue aquilo que construí.

Ela apenas me lembra:

Você sabe isso. Não sabe tudo.

Essa segunda frase coloca a primeira no lugar certo.

Minha tia percebeu alguma coisa

Certa vez, minha tia Lina me disse:

— Que bom que você continua humilde.

Guardei aquela frase.

Na época, talvez eu não tenha pensado profundamente sobre ela.

Hoje penso.

Ela havia me conhecido antes de muitas coisas acontecerem.

Antes de algumas conquistas.

Antes de tantas responsabilidades.

Antes de eu acumular experiências que mudariam minha maneira de pensar e agir.

E, quando me encontrou novamente, percebeu alguma coisa que para ela continuava ali.

Não creio que estivesse dizendo que eu permanecera igual.

Eu não permaneci.

Mas talvez estivesse reconhecendo que crescer não havia me dado a necessidade de me colocar acima.

Essa frase hoje conversa com outra ideia que apareceu quando escrevi sobre autenticidade.

As raízes podem permanecer enquanto a árvore cresce.

Talvez humildade seja uma dessas raízes que eu desejo conservar.

Não para parecer humilde.

Mas para continuar lembrando que nenhuma copa, por maior que se torne, deixa de precisar do chão.

Posso estar errada

Existe uma frase pequena que exige muito de nós:

Posso estar errada.

Quanto mais convicção temos, mais difícil ela pode se tornar.

E não estou falando de viver insegura, duvidando de cada pensamento e pedindo autorização para possuir uma opinião.

Isso não é humildade.

Posso ter convicções fortes.

Posso defender aquilo em que acredito.

Posso apresentar argumentos.

Posso inclusive continuar acreditando que estou certa depois de ouvir quem discorda de mim.

A humildade aparece na existência de uma pequena porta que permanece aberta:

E se houver alguma coisa que eu ainda não enxerguei?

Depois de escrever sobre pontos cegos, consciência e discernimento, seria incoerente acreditar que somente os outros possuem limitações de visão.

Eu também possuo.

Minha experiência amplia meu olhar.

Mas não o torna completo.

Minha inteligência pode me ajudar a compreender muitas coisas.

Mas não me torna infalível.

Minha fé orienta minha vida.

Mas não transforma toda interpretação minha na vontade de Deus.

Essa última distinção, para mim, é especialmente importante.

Posso buscar Deus sinceramente e ainda compreender alguma coisa de maneira equivocada.

Humildade também é não colocar o nome de Deus em todas as minhas certezas.

Os documentos também me corrigem

Enquanto escrevo este livro, tenho experimentado isso de uma maneira muito concreta.

Estou revisitando minha própria história.

Fotografias.

Cadernos.

Planejamentos.

Reportagens.

Documentos.

Registros de trabalho.

Às vezes tenho uma lembrança muito clara de determinado acontecimento.

Então encontro uma data.

Uma anotação.

Uma fotografia.

E percebo:

Não foi exatamente assim.

Em outros momentos digo:

— Acho que isso aconteceu naquele mês.

Depois encontro alguma evidência e preciso reorganizar a história.

Curiosamente, isso não me incomoda.

Ao contrário.

Quero que os registros me corrijam quando minha memória precisar ser corrigida.

Porque não estou escrevendo para provar que me lembro de tudo.

Estou tentando compreender minha caminhada com a maior honestidade que consigo.

Minha memória também possui pontos cegos.

E há uma humildade necessária em permitir que a realidade diga:

Marta, aqui você se enganou.

Então eu corrijo.

Isso não diminui minha história.

Torna-a mais verdadeira.

Estar errada não me transforma em alguém menor

Talvez uma das razões pelas quais seja tão difícil admitir um erro seja porque confundimos erro com valor pessoal.

Se eu estiver errada, perdi.

Se eu pedir desculpas, fiquei por baixo.

Se eu mudar de opinião, pareço fraca.

Se alguém souber algo que eu não sei, minha inteligência foi ameaçada.

Mas por quê?

Hoje consigo olhar para muitas coisas que pensei no passado e dizer:

Eu não penso mais assim.

Em outras:

Eu faria diferente.

E há situações em que preciso reconhecer:

Eu errei.

Continuo sendo eu.

Talvez até um pouco mais inteira, porque já não preciso gastar energia defendendo uma versão minha que a própria realidade corrigiu.

A humildade não me pede que carregue eternamente o erro.

Pede que eu o reconheça, repare quando for possível, aprenda e siga.

Nem toda crítica está certa

Mas aqui existe outro extremo.

Ser humilde não significa acreditar em tudo o que dizem a nosso respeito.

Nem toda crítica é justa.

Nem toda opinião sobre mim merece virar uma investigação interior.

Há pessoas que interpretam.

Projetam.

Julgam.

Falam a partir das próprias dores, interesses, limitações e pontos cegos.

Se humildade significasse aceitar qualquer avaliação que alguém faça de nós, ela deixaria de ser virtude e se tornaria ausência de identidade.

O discernimento, que acabamos de visitar, continua necessário.

Quando recebo uma crítica, posso perguntar:

Existe alguma coisa aqui que me pertence?

Talvez sim.

Então aprendo.

Talvez não.

Então devolvo internamente aquilo que não é meu.

E sigo.

Não preciso aceitar uma mentira para provar que sou humilde.

Não desça do salto

Ao longo da vida, encontrei pessoas e situações em que minha vontade imediata seria responder na mesma medida.

Quem nunca?

Há momentos em que a pessoa ultrapassa uma fronteira, fala de maneira inadequada, provoca, desrespeita ou simplesmente parece empenhada em nos arrastar para um lugar onde não queremos estar.

Nessas horas, uma frase muitas vezes apareceu dentro de mim:

Não desça do salto.

Não estou falando do sapato.

Estou falando do lugar interior.

Para mim, essa frase nunca significou:

Aceite.

Nem:

Fique quieta.

Muito menos:

Permita que façam o que quiserem com você.

Significava:

Não deixe o comportamento do outro escolher o seu.

Posso responder.

Posso ser firme.

Posso interromper.

Posso sair.

Posso dizer não.

Posso estabelecer um limite.

Mas não preciso me transformar naquilo que estou enfrentando.

Há uma força enorme nisso.

Porque, quando alguém consegue nos fazer agir completamente contra nossos próprios valores, de alguma maneira entregamos a essa pessoa o governo momentâneo do nosso País Interior.

Hoje prefiro conservar as chaves.

Engolir sapos?

Existe uma expressão antiga que atravessou gerações:

engolir sapos.

Quase todo mundo entende o que ela significa sem precisar de grandes explicações.

Suportar alguma coisa desagradável.

Conter uma reação.

Aceitar temporariamente uma situação que gostaríamos de enfrentar.

E existe outra:

mascar o freio.

Também compreendemos.

Há força ali.

Vontade de avançar.

Talvez raiva.

Talvez impaciência.

Mas alguma coisa está segurando a ação.

Essas expressões populares carregam pequenas bibliotecas dentro delas.

Só que, com o tempo, percebi que precisamos discernir até mesmo quando aplicá-las.

Existem sapos que talvez precisemos engolir por prudência.

E existem sapos que não deveríamos continuar engolindo.

Há momentos em que conter-se é sabedoria.

Em outros, continuar se contendo significa permitir que nossos limites sejam repetidamente ultrapassados.

Humildade não resolve essa questão sozinha.

Ela precisa conversar com discernimento.

Com consciência.

Com ponderação.

E, como ainda veremos, com limites.

Talvez nenhuma das Arquiteturas da Alma seja suficiente isoladamente.

Uma ajuda a corrigir o excesso da outra.

Humildade não é submissão

Preciso dizer isso claramente.

Uma pessoa humilde pode ser firme.

Pode discordar.

Pode ocupar um cargo de liderança.

Pode possuir autoridade.

Pode ganhar dinheiro.

Pode reconhecer talento.

Pode dizer não.

Pode encerrar uma relação.

Pode sair de um ambiente.

Pode denunciar aquilo que precisa ser denunciado.

Pode proteger-se.

Pode estabelecer distância.

Nada disso é incompatível com humildade.

O que muda é a necessidade de se considerar superior para fazer essas coisas.

Posso estabelecer um limite sem transformar o outro em alguém inferior a mim.

Posso reconhecer que determinado ambiente não me faz bem sem precisar destruir todas as pessoas que permaneceram nele.

Posso sair sem incendiar a casa.

Posso defender minha dignidade sem atacar a dignidade do outro.

Nem sempre conseguirei fazer tudo isso perfeitamente.

Mas é uma direção.

Humildade não é ausência de coluna.

Talvez seja justamente conseguir permanecer de pé sem precisar colocar alguém de joelhos.

Liderança e humildade

Minha experiência em empresas e entidades também me ensinou muito.

Quando assumimos responsabilidades, é fácil confundir função com importância pessoal.

Um cargo concede autoridade para determinadas decisões.

Não concede superioridade humana.

A pessoa que preside uma reunião continua sendo uma pessoa.

Quem limpa a sala também.

A função é diferente.

O valor humano, não.

Isso parece evidente.

Nem sempre nosso comportamento demonstra que acreditamos nisso.

Também aprendi que liderar exige ouvir pessoas que sabem coisas que nós não sabemos.

Quem acredita que precisa possuir todas as respostas transforma a equipe em plateia.

E uma equipe não deveria existir apenas para confirmar o líder.

Pessoas competentes ao nosso redor não diminuem nossa competência.

Ampliam nossa capacidade.

Talvez um sinal de segurança seja justamente conseguir dizer:

Você entende mais disso do que eu. O que pensa?

O brilho do outro

Existe ainda uma prova interessante para a humildade:

o que acontece dentro de mim quando outra pessoa brilha?

É fácil falar sobre humildade quando ninguém ameaça nossa sensação de importância.

Mais difícil é celebrar sinceramente alguém que recebe reconhecimento numa área em que também gostaríamos de ser reconhecidos.

A comparação é humana.

Pode aparecer.

Mas não precisa governar.

O talento do outro não retira o meu.

A beleza do outro não diminui a minha.

A inteligência do outro não me torna menos inteligente.

A conquista de alguém não rouba automaticamente a minha possibilidade de conquistar.

Há espaço.

Talvez uma alma humilde consiga olhar para uma pessoa brilhando e não sentir necessidade de apagar a luz para conseguir enxergar a própria.

E, se a inveja aparecer?

Consciência.

Ela acende a luz.

Podemos reconhecer:

Isso mexeu comigo. Por quê?

Sem transformar a emoção numa condenação.

Talvez exista ali alguma coisa que ainda precisamos compreender.

Eu também não preciso esconder minha luz

Mas a humildade possui o movimento contrário.

Não apagar o outro.

E também não apagar a si mesma para deixar os outros confortáveis.

Essa parte levou tempo para muitas mulheres da minha geração.

Fomos ensinadas, de maneiras diferentes, a não parecer convencidas.

A minimizar conquistas.

A atribuir capacidade à sorte.

A diminuir a própria voz para não parecer arrogantes.

Hoje não quero isso.

Se Deus me deu capacidades, se a vida me ofereceu oportunidades, se trabalhei, estudei, aprendi e construí alguma coisa, não preciso fingir que nada disso existe.

Posso agradecer.

Posso reconhecer.

Posso usar.

Posso compartilhar.

E posso continuar aprendendo.

Talvez humildade seja justamente conseguir olhar para uma qualidade e dizer:

Sim, isso existe em mim.

Sem completar:

Por isso sou melhor.

O tamanho verdadeiro

Quanto mais penso sobre humildade, menos ela me parece uma virtude de pessoas pequenas.

Ela exige estrutura.

Porque preciso suportar descobrir que não sei.

Preciso suportar ser corrigida.

Preciso suportar que alguém faça melhor.

Preciso suportar não ter a última palavra.

Preciso suportar mudar de ideia.

Preciso suportar pedir perdão.

E, curiosamente, também preciso suportar reconhecer aquilo que existe de bom em mim sem transformá-lo em superioridade.

Humildade é verdade.

Nem acima.

Nem abaixo.

No tamanho real.

Talvez seja por isso que ela converse tão profundamente com autenticidade.

Quando não preciso parecer maior, posso descansar.

Quando não preciso parecer menor, também.

Posso simplesmente ocupar meu lugar.

Aos 52 anos

Estou escrevendo estas palavras aos 52 anos.

E continuo aprendendo.

Isso talvez seja uma das coisas de que hoje tenho mais consciência.

Quanto mais estudo o comportamento humano, mais percebo a quantidade de coisas que ainda não compreendo.

Quanto mais revisito minha história, mais descubro interpretações que precisam ser ampliadas.

Quanto mais observo pessoas, menos vontade tenho de reduzi-las a uma única característica.

E quanto mais olho para mim, mais encontro uma mulher que possui qualidades e defeitos, coragem e medo, acertos e erros, luzes e pontos cegos.

Não preciso escolher apenas um lado para dizer quem sou.

Sou tudo isso em movimento.

Daqui a alguns meses farei 53 anos.

Espero chegar lá sabendo um pouco mais.

E espero que esse pouco mais não me faça acreditar que finalmente sei tudo.

Porque talvez uma das maiores liberdades da maturidade seja conseguir dizer:

Eu sei algumas coisas.

Aprendi muitas.

Errei outras tantas.

Há coisas que ainda não compreendo.

E continuo disponível para aprender.

As Arquiteturas precisam umas das outras

Começo também a perceber que nenhuma das Arquiteturas da Alma consegue sustentar sozinha o País Interior.

A autenticidade, sem humildade, pode virar justificativa:

“Eu sou assim. ”

A consciência, sem humildade, pode enxergar os defeitos de todos, menos os próprios.

O discernimento, sem humildade, pode se transformar na arrogância de acreditar que sabemos ler perfeitamente as pessoas.

A ponderação, sem humildade, pode virar a certeza de que calculamos todas as consequências.

E a própria humildade, sem discernimento e sem limites, pode ser confundida com submissão.

Elas precisam conversar.

Uma observa a outra.

Uma corrige os excessos da outra.

Talvez seja assim também dentro de nós.

Não somos feitos de uma única virtude.

Somos um sistema inteiro tentando encontrar equilíbrio.

E, quanto mais compreendo isso, menos procuro perfeição.

Procuro coerência.

Permanecer no meu tamanho

Hoje não quero ser maior do que sou.

Também não aceito mais precisar ser menor.

Quero reconhecer minhas capacidades.

Assumir minhas limitações.

Aprender quando alguém tiver algo a me ensinar.

Ensinar aquilo que aprendi sem imaginar que minha experiência seja a única possível.

Defender minhas convicções sem transformar discordância em inferioridade.

Reconhecer meus erros sem transformar erro em identidade.

E, quando alguém tentar me puxar para um lugar que não corresponde aos meus valores, lembrar:

Não desça do salto.

Não porque eu esteja acima de alguém.

Mas justamente porque não preciso subir nem descer em relação a ninguém.

Preciso apenas permanecer no lugar que me cabe.

O meu tamanho verdadeiro.

Talvez humildade seja isso:

ter raízes suficientemente profundas para não precisar parecer uma árvore maior do que somos — e segurança suficiente para não fingir que somos uma muda quando já crescemos.

 

Processo do País Interior — Humildade

Objetivo: reconhecer quem sou com verdade, sem superioridade e sem autodepreciação.

1. Reconheça suas capacidades. O que você sabe fazer bem?

Não diminua a resposta para parecer humilde.

2. Reconheça seus limites. Em que áreas você ainda precisa aprender, ouvir ou pedir ajuda?

3. Abra uma pequena porta para a dúvida. Diante de uma certeza importante, pergunte:

Existe alguma coisa que eu ainda não estou enxergando?

4. Observe sua reação à correção. Quando alguém aponta um erro, você examina o conteúdo ou imediatamente precisa se defender?

5. Observe sua reação ao brilho do outro. A conquista de outra pessoa desperta admiração, comparação, ameaça, inspiração?

Não se condene. Observe.

6. Não confunda humildade com submissão. Pergunte:

Estou sendo humilde ou estou permitindo algo que fere meus limites?

7. Não se diminua. Você pode reconhecer uma qualidade sem transformá-la em superioridade.

8. Permaneça ensinável. Talvez uma das perguntas mais humildes seja:

O que ainda posso aprender aqui?

Princípio final

Humildade não é pensar menos de si. É enxergar a si mesmo no tamanho verdadeiro.

Nem acima.

Nem abaixo.

E talvez uma alma humilde seja aquela capaz de dizer, com a mesma tranquilidade:

“Eu sei. ”

“Eu não sei. ”

“Eu acertei. ”

“Eu errei. ”

“Eu posso aprender. ”

Sem que nenhuma dessas frases mude o seu valor.

Marta Braatz

Agosto, 2026.

 

 
 
 

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